Por: Carlos Brandão

Desde que assumimos o governo, após a eleição de 2022, deixamos claro que governar é, acima de tudo, assumir o que se faz. E, nessa linha, não existe responsabilidade de verdade sem transparência.
Quem administra recursos públicos precisa ter isso em mente o tempo todo: esse dinheiro é dos contribuintes. E é a eles que devemos explicações claras.
Foi com esse entendimento que surgiu o Balanço Cidadão: uma publicação institucional – sob a responsabilidade da Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) – que não nasceu para ser um relatório técnico, daqueles difíceis de ler e restritos a poucos.
A ideia é mostrar para todos, de forma simples e direta, como o Estado arrecada, organiza suas contas e aplica cada recurso.
Como seu dinheiro se transforma em políticas públicas essenciais para a nossa gente. Sem complicação, sem linguagem distante. Para que qualquer cidadã ou cidadão possa entender.
Durante muito tempo, em outros governos, o orçamento público ficou longe do dia a dia da população. Virou um assunto quase inacessível, o que afasta o povo das decisões e enfraquece o controle social. Quando a informação não é compreendida, ela perde o seu valor.
O Balanço Cidadão vem justamente para aproximar, traduzir números, explicar como as contas funcionam e mostrar, com objetividade, de onde vem o dinheiro e para onde ele vai. Da saúde à educação, da segurança à infraestrutura, o que aparece ali reflete escolhas e prioridades. Auxilia até mesmo na melhor compreensão de como o trabalho da Assembleia Legislativa é fundamental para o desenvolvimento da administração do Estado.
No entanto, só dar acesso à informação não resolve tudo. É fundamental fazer a gestão acontecer no dia a dia: manter as contas equilibradas, planejar com cuidado e garantir que cada valor gasto tenha impacto real na vida das pessoas.
E temos avançado nesse sentido. Hoje, o Maranhão é reconhecido nacionalmente tanto pela transparência quanto pela solidez fiscal – somos Selo Diamante com o Portal da Transparência e o segundo do país em solidez fiscal.
Isso não acontece por acaso. É resultado de um trabalho contínuo e de uma postura séria no uso do dinheiro público. Isso gera confiança.
E, quando existe confiança, o Estado ganha mais condições de investir, de atrair investidores e de fazer melhor.
O importante é que o cidadão consiga acompanhar, questionar e cobrar. É assim que a gestão pública se fortalece. O Balanço Cidadão também cumpre esse papel: informar, esclarecer e abrir espaço para participação.
Governar vai muito além de entregar obras ou apresentar números. Para a nossa gestão, governar é sobre construir essa confiança ao longo do tempo. E isso não surge de um dia para o outro. Ela se constrói com prática, constância e respeito.
É com esse compromisso que seguimos, trabalhando pelo futuro do Maranhão.
*Governador do Maranhão