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Santa Rita – Orleans Brandão garante ampliação de serviços e conclusão da nova Estação de Tratamento de Água

O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), se comprometeu a ampliar o alcance dos serviços públicos executados pelo Governo do Estado em Santa Rita, com atenção especial à conclusão da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. A obra, já iniciada, tem como objetivo solucionar definitivamente o histórico problema de desabastecimento enfrentado pela população. O anúncio foi feito durante encontro realizado nesta quarta-feira (12), ocasião em que também foi apresentado o time de candidatos com forte ligação com a cidade.

O espaço onde ocorreu o evento ficou lotado de populares e lideranças políticas, que recepcionaram Orleans ao som de jingles vibrantes e demonstraram confiança na vitória.

 

O prefeito de Santa Rita, Dr. Milton Gonçalo, vereadores e outras lideranças políticas da região marcaram presença no evento e reafirmaram apoio à candidatura de Orleans Brandão. Entre eles estavam também Hilton Gonçalo, candidato ao Senado; os deputados federais Júnior Lourenço, Cleber Verde e Marreca Filho; e o deputado estadual Ariston Ribeiro, todos candidatos à reeleição.

Ao agradecer a acolhida, o emedebista afirmou que, se eleito governador, dará continuidade ao trabalho municipalista que iniciou como secretário e ampliará a presença do Estado no município, com novos investimentos, obras e serviços públicos.

“Santa Rita já recebeu muitas obras e ações importantes, mas ainda temos muito a avançar. Como governador, vou ampliar os serviços oferecidos à população, concluir a nova Estação de Tratamento de Água, uma obra de extrema importância, e garantir novos investimentos. Vamos trabalhar em diálogo permanente com o prefeito, os vereadores e toda a comunidade para fazer Santa Rita avançar ainda mais”, assegurou Orleans Brandão.

Durante o encontro, o candidato lembrou que o planejamento de diversos investimentos executados no município nasceu na Secretaria de Assuntos Municipalistas, no período em que esteve à frente da pasta. Entre as ações citadas estão obras de pavimentação asfáltica, o Restaurante Popular, a unidade do Viva/Procon e a Areninha Esportiva, além de outros serviços voltados à melhoria da qualidade de vida da população.

O prefeito Milton Gonçalo agradeceu os investimentos destinados à cidade e ressaltou que a parceria contribuiu diretamente para o desenvolvimento do município e para a ampliação dos serviços públicos.

“Avançamos muito na infraestrutura, na segurança alimentar, no atendimento ao cidadão, no esporte e em diversas outras áreas graças ao trabalho conjunto e ao apoio do Governo do Estado. Orleans teve participação importante na construção dessas ações. Somos gratos por tudo o que já foi realizado e confiamos que essa parceria será ainda mais forte, trazendo novas conquistas para a nossa população”, declarou Milton Gonçalo.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Ivo André, destacou a atuação municipalista de Orleans e ressaltou a importância do diálogo entre o Governo do Estado e o Poder Legislativo para atender às necessidades da população. “O diálogo é uma marca da sua forma de fazer política. Temos confiança de que, como governador, ele manterá as portas abertas e fortalecerá ainda mais essa parceria em favor de Santa Rita”, afirmou.

São Luís: Gaguinho destaca situação do Socorrão II em visita de fiscalização

Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (12), o vereador Edson Gaguinho (PV) relatou à Câmara Municipal de São Luís os resultados de uma visita de fiscalização realizada ao hospital Socorrão II. A diligência foi conduzida pela Comissão de Saúde da Casa, presidida pelo próprio vereador, e teve como objetivo verificar as condições estruturais e de atendimento das unidades.

Em seu pronunciamento, Gaguinho chamou atenção para os problemas encontrados no hospital. “A gente foi no Socorrão II, que o ex-prefeito disse que reformou, entregou para a população… Mentira! Reformou a recepção, a entrada, e o portal de entrada. Eu convido a população e os colegas vereadores para que a gente possa ir lá nas alas do hospital. Nem ar-condicionado tem!”, afirmou.

O parlamentar relatou ainda casos de pacientes expostos a riscos de infecção e dificuldades para ter acesso à água potável dentro da unidade. O vereador destacou a indignação diante da situação enfrentada pelos pacientes e familiares. “Uma senhora estava com o filho dela lá internado há 45 dias. Ela disse: ‘Vereadores, nós estamos para morrer aqui, não é da enfermidade, é de sede! Ou a gente compra água, ou a gente vai beber água daquela torneira ali’. [..] É uma calamidade o Socorrão II”, disse o parlamentar. Gaguinho reforçou que continuará cobrando melhorias e que o papel da Câmara é fiscalizar e defender os interesses da população.

Na oportunidade, o vereador Octávio Soeiro (PSB) ressaltou a relevância do hospital para a cidade e comentou sobre os problemas identificados na unidade. Ele fez questão de reconhecer o esforço dos profissionais de saúde. “Quero destacar e reconhecer a dedicação dos profissionais que lá estão: os médicos e enfermeiros. Esses profissionais se dedicam manhã, tarde e noite. Independente da condição, da estrutura, da remuneração, eles estão lá se dedicando com muito amor para salvar vidas”, declarou. O parlamentar frisou que, apesar das adversidades, o comprometimento da equipe é fundamental para o atendimento à população.

As manifestações dos vereadores evidenciam a urgência de melhorias na estrutura do Socorrão II e, ao mesmo tempo, ressaltam o empenho dos profissionais que atuam diariamente para salvar vidas em condições adversas. A Câmara Municipal de São Luís, por meio da Comissão de Saúde, continuará acompanhando a realidade das unidades hospitalares da capital.

Orleans Brandão apresenta visão de governo com foco em emprego, qualificação e avanço dos serviços públicos

A geração de emprego e renda e a ampliação dos serviços públicos estiveram entre os principais temas abordados pelo candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), durante entrevista ao programa Ponto Final, da Mirante News FM, nesta terça-feira (11). Ao longo da conversa, Orleans apresentou propostas para um eventual governo e afirmou que pretende transformar o equilíbrio das contas estaduais em capacidade para ampliar investimentos e criar novas oportunidades para os maranhenses.

Para Orleans, a geração de oportunidades deve ser uma das principais marcas de sua gestão. O candidato afirmou que pretende avançar para além das políticas de combate à pobreza, estimulando a circulação de renda e a criação de postos de trabalho no estado.

“Eu quero ser o governador das oportunidades. Quero ter essa virada de chave, não trabalhar só pelo combate à extrema pobreza, mas gerar emprego, gerar renda, trazer riqueza para o nosso estado e, principalmente, colocar o dinheiro na mão dos trabalhadores maranhenses”, afirmou.

A qualificação profissional, segundo o candidato, será uma das ferramentas para transformar esse objetivo em oportunidades concretas, especialmente para a juventude. Entre as propostas apresentadas estão a ampliação do ensino técnico profissionalizante e a criação de um programa de empreendedorismo voltado aos jovens, com possibilidade de acesso a microcrédito a juros zero para quem quiser iniciar o próprio negócio.

“Eu quero que esse jovem, depois de sair da escola com o ensino técnico profissionalizante, consiga ingressar no mercado de trabalho. Mas, se ele também quiser empreender, eu quero dar essa oportunidade”, pontuou.

A proposta de ampliar oportunidades, na avaliação de Orleans, também passa pela melhoria e pela descentralização dos serviços públicos. Na saúde, o candidato apontou a regionalização como uma das prioridades, com a ampliação de hospitais e serviços de média e alta complexidade no interior para reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para São Luís. Nesse contexto, ele também citou o uso da tecnologia para ampliar o acesso aos atendimentos.

Entre as medidas apresentadas está a expansão da telemedicina para os 217 municípios maranhenses, acompanhada do avanço da conectividade no estado.

“Eu quero fazer a telemedicina e conseguir levar para os 217 municípios do estado do Maranhão. É o uso da tecnologia a nosso favor. A gente pode usar a tecnologia na saúde, como eu falei também na questão da segurança pública. Tenho certeza de que são programas que vão fazer a gente avançar muito por todo o estado”, destacou.

Ao longo da entrevista, Orleans também relacionou suas propostas à experiência acumulada durante sua passagem pela Secretaria de Estado de Assuntos Municipalistas. Segundo ele, o objetivo é dar continuidade a ações que considera exitosas, mas avançar em novas frentes, especialmente na saúde, na educação e na criação de oportunidades para a população.

“Eu quero continuar avançando pelo nosso estado, trabalhando em todas as áreas, trabalhando pela saúde com novos hospitais e pela regionalização, trabalhando pela segurança pública com novos programas e valorização profissional, trabalhando pela educação e qualificando a nossa juventude para fazer com que ela ingresse no mercado de trabalho. Eu quero ser o governador das oportunidades, o governador da geração de emprego e renda”, concluiu.

Gleyce Morais amplia adesões em fim de semana de andanças pela Grande Ilha

_Mãe atípica e secretária executiva das APAEs, candidata aposta na identificação com a causa da inclusão para fortalecer sua caminhada rumo a AL_

A candidatura a deputada estadual de Gleyce Morais (PDT) ganhou novos apoios durante um fim de semana de agenda intensa pela Grande Ilha. Por onde passou, ela encontrou percorreu uma receptividade que vem marcando suas andanças, com demonstrações espontâneas de confiança, impulsionada principalmente pela identificação com a bandeira que representa.

Na Vila Sarney, zona rural de São Luís, três reuniões movimentaram o sábado(08), demonstrando a acolhida encontrada pela candidata. A manifestação ganhou ainda mais visibilidade quando famílias fizeram questão de adesivar suas casas, levando para as ruas o sentimento percebido durante as visitas.

Em meio às atividades, um momento de fé marcou a passagem pelo local, quando dona Maria, liderança da Igreja Batista, fez uma oração e abençoou Gleyce. “Ela carrega uma causa que alcança muita gente e merece ser fortalecida. A oração foi para que Deus abençoe seus passos, dê sabedoria e permita que continue trabalhando por aqueles que precisam ser ouvidos”, afirmou a líder religiosa.

A pequena Mariana, de 9 anos, também acompanhou parte da programação e protagonizou, ao lado da mãe, alguns dos momentos mais afetivos do dia. Mãe solo e atípica, Gleyce conhece dentro de casa os desafios relacionados à deficiência, experiência que se soma aos 14 anos de atuação como secretária executiva das APAEs do Maranhão, e isso ajuda a explicar por que a inclusão ocupa lugar central em sua trajetória.

No domingo (9), as andanças chegaram a Paço do Lumiar. No Porto do Mocajituba, Gleyce esteve com Nelma de Oxum, referência respeitada na região, que conheceu as propostas defendidas pela candidata e decidiu abraçar o projeto. O encontro evidenciou ainda a capacidade de diálogo com diferentes segmentos e acrescentou mais uma importante adesão ao movimento.

A programação seguiu passando pelo São Cristovão e chegando ao Maracanã, onde Fernanda Coutinho recebeu Gleyce com carinho. Também declararam apoio Edmilson Frazão, nome conhecido na localidade, e Bernailson, cantador do tradicional Boi de Maracanã, encerrando o domingo com o fortalecimento do projeto na zona rural da capital.

“Gleyce conhece essa realidade, vive muitos desses desafios dentro da própria família e trabalha há anos ao lado das pessoas com deficiência. Isso transmite verdade e faz com que a gente acredite no que ela representa”, destacou Fernanda Coutinho.

Para a candidata, o saldo dos dois dias ultrapassa a quantidade de compromissos cumpridos. Mesmo sem contar com uma grande estrutura financeira, a identificação das pessoas com sua história e, sobretudo, com a defesa da inclusão vem abrindo portas e reunindo novos apoiadores.

“Volto para casa depois desses dois dias com o coração cheio de gratidão e ainda mais consciente da responsabilidade que assumimos. Nossa força vem de quem abre a porta de casa, conversa, escuta, acredita e decide estar ao nosso lado. A inclusão faz parte da minha vida muito antes de qualquer projeto eleitoral e é essa experiência que queremos transformar em representação na Assembleia Legislativa”, afirmou Gleyce.

O VAZIO DEPOIS DA CONQUISTA!

Itamargarethe Corrêa Lima* – Jornalista, radialista e advogada. Pós-graduada em Direito Tributário, Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduanda em Direito Civil, Processo Civil e Docência do Ensino Superior.

As férias finalmente chegam e, depois de meses sendo aguardadas quase como uma promessa, trazem consigo planos para dormir mais, viajar, encontrar pessoas ou simplesmente não fazer nada. O último expediente parecia uma espécie de linha de chegada, entretanto, os primeiros dias passam, o despertador deixa de tocar, os compromissos diminuem e aquilo que era tão esperado finalmente está acontecendo.

Para algumas pessoas, junto com o descanso aparece uma sensação inesperada, pois, depois de tanto desejar aquele momento, descobrem que não sabem exatamente o que fazer com ele. É uma experiência aparentemente simples, embora ajude a compreender algo maior, já que durante boa parte da vida somos ensinados a caminhar em direção a alguma coisa.

Primeiro é terminar os estudos, depois conseguir emprego, crescer profissionalmente, comprar a casa, constituir família e alcançar estabilidade. Sempre existe uma próxima estação, no entanto, pouco se fala sobre o que fazer quando finalmente chegamos, razão pela qual algumas realizações podem trazer, depois da comemoração, uma pergunta desconcertante. E agora?

Enquanto perseguimos uma meta, fazemos planos, suportamos dificuldades, adiamos prazeres e encontramos motivação na ideia de que determinado esforço está nos levando para algum lugar. A expectativa organiza parte da rotina e oferece uma direção, de modo que, ao concretizar o propósito, encerra-se também a busca que durante tanto tempo ajudou a movimentar os dias.

Além disso, não desejamos apenas alcançar determinada meta, mas também experimentar as emoções que projetamos para depois dela. Uma promoção costuma carregar a expectativa de reconhecimento, a casa própria representa segurança e a realização de um grande projeto frequentemente é associada à felicidade. Quando a realidade não corresponde ao que foi idealizado, pode surgir uma frustração difícil de confessar.

Como admitir que a felicidade não veio na intensidade esperada depois de conseguir algo tão desejado? E como explicar uma tristeza quando, aparentemente, não existe razão para ela? Nesse ponto aparece a culpa, pois muita gente passa a acreditar que deveria agradecer mais, aproveitar melhor e simplesmente estar feliz.

É justamente aí que o vazio após uma realização pode revelar uma face da depressão. Em algumas situações, o que parecia apenas frustração permanece e passa a ser acompanhado por tristeza, apatia, perda de interesse e dificuldade de sentir prazer, inclusive diante do que antes despertava entusiasmo.

Isso não significa que todo vazio seja depressão, pois frustrações e períodos de adaptação fazem parte da existência. O alerta surge quando esse estado persiste, interfere nas relações, reduz o interesse pelas atividades cotidianas e compromete a maneira como alguém percebe a própria realidade, tornando perigoso tratar esse sofrimento como simples ingratidão ou insatisfação.

Talvez essa face da depressão permaneça tão escondida porque contraria o roteiro social que associa realização à felicidade. Espera-se que o diploma traga satisfação, o dinheiro proporcione tranquilidade, o casamento produza plenitude e o sucesso profissional confirme que todos os sacrifícios valeram a pena, embora nenhuma dessas experiências seja capaz de resolver, sozinha, inquietações muito mais profundas.

Uma promoção pode trazer orgulho e também pressão, o dinheiro elimina inúmeros problemas materiais sem fabricar afeto e o reconhecimento profissional confirma competência sem necessariamente produzir pertencimento. Até uma viagem inesquecível pode mudar a paisagem diante dos olhos e, ainda assim, não resolver o que foi colocado dentro da mala.

Quando se deposita sobre uma realização a responsabilidade por tantas respostas, qualquer resultado pode parecer pequeno diante do que se esperava encontrar. Começa, então, outra corrida, movida por uma nova meta, outro projeto, uma posição melhor ou uma validação ainda maior.

Nem sempre isso significa ambição excessiva, pois permanecer em movimento também pode ser uma maneira de evitar dores que a correria manteve silenciosas. Talvez o vazio não tenha surgido depois da chegada, mas já estivesse presente antes dela, encoberto pela esperança de que tudo seria diferente quando determinado propósito fosse alcançado.

Em alguns casos, chegar ao destino apenas retira o que mantinha alguém ocupado o suficiente para não perceber um quadro depressivo já existente. Sem a urgência da próxima meta, sentimentos até então abafados pela rotina finalmente encontram espaço para aparecer.

Perceber esse mecanismo não significa abandonar sonhos ou transformar o sucesso em inimigo. Sonhar movimenta a existência e celebrar realizações é necessário, porém nenhum diploma, patrimônio, relacionamento ou reconhecimento deve carregar sozinho a responsabilidade de preencher questões pertencentes a dimensões muito mais profundas do ser humano.

A depressão nem sempre aparece quando tudo está dando errado. Algumas vezes, ela se revela justamente quando, aos olhos dos outros, finalmente deu tudo certo. E talvez seja essa uma de suas faces mais difíceis de perceber, o vazio que permanece mesmo depois de alcançar o que durante tanto tempo parecia ser a resposta.

Ainda existem outras faces desse sofrimento que merecem ser compreendidas e é sobre elas que continuaremos dialogando. Até breve!

Orleans Brandão destaca alta na economia e a redução da pobreza extrema no Maranhão

Durante o debate da Band, na noite deste domingo (9), Orleans Brandão (MDB) apresentou a solidez fiscal como o pilar central que sustenta o desenvolvimento do Maranhão e viabiliza as políticas públicas do estado. O pré-candidato argumentou que o equilíbrio das contas públicas é o motor essencial para atrair novos investimentos e garantir que as ações governamentais cheguem a todas as regiões.

Ao detalhar os resultados alcançados pela gestão, Brandão destacou o impacto social positivo dessa estabilidade. “Somos um dos poucos estados do Brasil em superávit. Temos obras e ações nos 217 municípios e o resultado apareceu: conseguimos tirar mais de um milhão de pessoas da extrema pobreza”, afirmou, evidenciando o compromisso com as populações mais vulneráveis.

O pré-candidato apontou que essa margem de investimento permitiu avanços em setores estratégicos, como a instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Bacabeira, e o fortalecimento da agroindústria.

O maior legado que um pai pode deixar

Carlos Brandão

Em nossa existência, há momentos que se eternizam. Ter me tornado pai é um deles. Lethicia e Gabriel chegariam para dar um novo sentido à minha vida. Mas não tenho receio algum de dizer que ser pai superou qualquer sentimento que eu pudesse imaginar.
E, isso, em todos os sentidos: na alegria, na dor, na saudade, no cuidado, no orgulho e, sobretudo, no amor. Porque ser pai, por tudo que aprendi com meu querido pai, é muito mais do que entrega. É uma doação completa e imensurável, cujo único retorno que esperamos é a felicidade dos nossos filhos.
Neste Dia dos Pais, quero prestar minha homenagem ao meu pai, Carlos Orleans Brandão, e a todos os homens que, assim como ele, entendem que ser pai vai muito além de prover. É educar, orientar, proteger e, sobretudo, estar presente.
No mundo de hoje, vivemos cercados por telas, informações e estímulos o tempo inteiro. Tudo acontece muito rápido, e isso também dificulta nossa capacidade de absorver, escolher e até mesmo estabelecer limites.
Temos o mundo a poucos toques, com conteúdos que nem sempre contribuem para uma boa formação. Em meio a toda essa evolução, estar presente se tornou ainda mais importante.
E não é apenas sobre morar na mesma casa. O que importa é o tempo que dedicamos à escuta, a um abraço, a um conselho na hora certa, ao encontro diário da família em torno da mesa. É dentro de casa, na convivência, que nossos filhos aprendem muito do que vão levar para a vida.
Foi assim que aprendi com meu pai. É verdade que eram outros tempos. Mas a essência continua a mesma. Os valores continuam sendo o que realmente importa.
Respeito, responsabilidade e solidariedade são ensinamentos que aparecem nas atitudes, na maneira como tratamos as pessoas, na forma como enfrentamos as dificuldades e, principalmente, no exemplo que damos aos nossos filhos.
Em minhas viagens pelo estado, tenho conhecido histórias reais de pais dedicados e, acima de tudo, comprometidos em garantir um futuro melhor para seus filhos.
Lembro bem de uma conversa que tive com um pai que, todos os dias, levanta às quatro da manhã para cuidar de sua horta e levar o que produz para vender no mercado da cidade.
Recordo também do orgulho em seus olhos quando nos contou que o filho estava realizando um sonho de toda a família: ser o primeiro a chegar ao ensino superior. Estudante da UEMA, o garoto sempre ajudou o pai. Conhece de perto aquele esforço diário. Mas também entendeu que todo aquele trabalho poderia abrir um caminho diferente para a sua vida e decidiu ir atrás desse sonho.
É sobre isso que quero provocar essa reflexão. Um pai que está por perto ajuda o filho a ganhar confiança, a entender que os desafios fazem parte da vida e que é possível enfrentá-los com coragem. Mais do que isso – mostra, pelo exemplo, que vale a pena lutar pelos próprios objetivos. E dá sua vida por isso, se for preciso.
Acredito muito na força da família e no papel que ela desempenha na construção de dias melhores para toda a sociedade. Por isso, desde o primeiro dia do nosso governo, decidimos trabalhar pelas pessoas.
Trabalhar pelo cuidado, quando investimos em educação, ampliamos o acesso à saúde e fortalecemos o nosso sistema de segurança. Trabalhar pela dignidade, quando transformamos o estado em um dos que mais empregam no Nordeste.
Trabalhar para que as oportunidades cheguem a todos, quando levamos obras e ações a todas as cidades maranhenses. Porque, no fim das contas, tudo isso tem relação com a possibilidade de um pai e de uma mãe olharem para seus filhos e enxergarem um caminho com cada vez mais qualidade de vida.
Neste dia especial, desejo que aqueles filhos que ainda convivem com seus pais conversem, abracem, digam um “muito obrigado” e guardem esses momentos. Que não deixem nada disso para depois. Porque o tempo passa depressa demais.
O amor, os ensinamentos e o exemplo de um pai permanecem por toda a vida. E é nesse legado, construído dentro de casa, que também ajudamos a construir o futuro do Maranhão.

*Governador do Maranhão

MEU CARO INTERESSE!

*Itamargarethe Corrêa Lima*
Jornalista, advogada, pós-graduada em Direito Tributário, Direito Penal e Processo Penal, pós-graduanda em Direito Civil, Processo Civil e Docência do Ensino Superior.

A democracia nasceu para que o interesse coletivo prevalecesse sobre os interesses individuais. Pelo menos essa sempre foi sua promessa. Na prática, porém, a política frequentemente percorre outro caminho.

Em vez de ser o espaço destinado à construção de soluções para toda a sociedade, transforma-se, muitas vezes, em um ambiente de negociações silenciosas, onde necessidades pessoais substituem direitos e favores passam a valer mais do que políticas públicas.

Essa lógica não se manifesta apenas nos gabinetes ou corredores do poder. É justamente nas conversas mais simples do cotidiano que ela revela sua verdadeira dimensão, como aquela na fila de um posto de saúde, parada de ônibus, bar de bairro ou calçada de uma comunidade.

Dois conhecidos conversam. Um conta que determinado prefeito conseguiu um emprego para o filho de uma amiga. O outro lembra que um deputado ajudou sua tia a conseguir um tratamento médico.

Ambos demonstram gratidão. Quando chega a eleição, a decisão parece natural. O voto já estava escolhido muito antes de a campanha começar.

Esse diálogo, aparentemente comum, revela um dos maiores desafios da democracia brasileira. O voto deixar de ser um instrumento de avaliação do interesse público para se transformar em retribuição por um benefício particular.

O político oferece o favor, enquanto o eleitor retribui com o voto. Ambos acreditam ter saído ganhando. E quem perde? A coletividade, que sequer participou daquele diálogo.

Seria injusto condenar quem vive essa realidade, em um país onde milhões de pessoas enfrentam dificuldades para acessar direitos básicos, é compreensível que o cidadão busque ajuda onde ela aparece.

Quando o Estado falha em garantir saúde, educação, assistência social ou oportunidades de trabalho, o favor ocupa o espaço que deveria ser preenchido pelo direito.

É exatamente nesse momento que surge uma das maiores distorções da vida pública. Aquilo que deveria ser garantido a todos passa a depender da influência, proximidade ou boa vontade de alguém. Direitos deixam de ser universais para se transformarem em privilégios concedidos individualmente.

O problema é que todo favor privado produz um custo coletivo. O emprego obtido por indicação enfraquece a meritocracia, assim como o benefício concedido sem critérios universais compromete a igualdade.

A solução imediata de um problema individual, quando substitui a política pública, alimenta um sistema que se perpetua justamente porque mantém milhares de pessoas dependentes.

Pouco a pouco, a lógica democrática sofre uma inversão silenciosa. O eleitor deixa de perguntar quem possui o melhor projeto para o município, estado ou o país. A pergunta passa a ser outra, digo, quem pode resolver o meu problema? O interesse coletivo perde espaço para a necessidade individual, enquanto a cidadania cede lugar à dependência.

Não se trata de um defeito moral do eleitor, mas, sim, da consequência de um modelo que, durante décadas, acostumou parte da sociedade a enxergar direitos como favores e representantes públicos como benfeitores. Quanto mais ausente é o Estado, maior se torna o espaço ocupado pelo clientelismo.

Talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores armadilhas da democracia contemporânea. Quando o cidadão para de exigir direitos e passa a agradecer por aquilo que já lhe pertence, a relação entre eleitor e representante deixa de ser republicana para se tornar pessoal. O voto não é visto como um projeto de sociedade e passa a representar uma dívida de gratidão.

Mas essa engrenagem não funciona apenas entre aquele que pede e quem concede. Existe um terceiro personagem, quase sempre invisível, que alimenta esse ciclo, mobiliza expectativas, multiplica promessas e mantém viva a lógica do favor como instrumento de poder. É sobre ele nossa próxima abordagem. Até breve!