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Os novos caminhos da Baixada

Carlos Brandão

Ao longo da nossa gestão, realizamos milhares de obras em várias áreas. Algumas delas eram aguardadas há muito tempo pela população – décadas, em certos casos.
E, no meio de tudo isso, há entregas que acabam marcando mais; principalmente pelo impacto direto que têm na vida das pessoas. Na Baixada Maranhense, isso ficou muito evidente. Pudemos ver isso de perto.
Aliás, mais do que ver: sentir.
Durante anos, falar de mobilidade na região era quase sinônimo de improviso. Promessas iam e vinham, mas a realidade pouco mudava.
O que se via era sempre o mesmo: um asfalto já desgastado, cheio de remendos, que nunca resolvia de fato. Quem depende dessas estradas sabe bem como era.
Agora, seguindo nosso planejamento, estamos entregando novos caminhos para a Baixada.
A requalificação da MA-106, ligando o Cujupe a Pinheiro, é um exemplo claro disso. São 80 km que passaram por uma transformação completa. E aqui vale destacar: não foi mais uma intervenção paliativa.
Foi reconstrução mesmo – com nova pavimentação, sinalização adequada e melhores condições de tráfego ao longo de todo o ano; inclusive no período de chuvas, que sempre foi o mais crítico.
Mas, quando a gente fala que essa obra era esperada há décadas, não é só sobre a estrada em si. É sobre o que ela representa no dia a dia. É sair de casa sem saber se vai conseguir chegar no horário. É perder compromisso por causa de um trecho ruim. É não conseguir escoar a produção. Em situações mais graves, é a dificuldade de acesso a um atendimento de saúde. Tudo isso fez parte da rotina de muita gente – e, aos poucos, começa a mudar.
Como já mencionei em outros momentos, essas ações não acontecem de forma isolada. Existe uma lógica por trás, um planejamento voltado para integrar melhor a região e fortalecer a economia local.
A MA-014, por exemplo, está em fase final de requalificação, com cerca de 150 km. É uma estrada importante, tanto para o deslocamento das pessoas quanto para o escoamento da produção.
Uma obra complexa, que vem sendo executada com acompanhamento mais rigoroso e ritmo contínuo.
Outro ponto importante é a Barragem Maria Rita, entre Bequimão e São Bento. Essa é uma obra que carrega uma longa história.
Foram mais de 30 anos de espera – e também de frustração para muita gente que ouviu falar dela a vida inteira sem ver acontecer.
Agora, finalmente, está saindo do papel. E, além de melhorar a trafegabilidade na região, a barragem vai reduzir a salinização das áreas alagadas e garantir reserva de água doce, criando melhores condições para atividades como pesca, agricultura e pecuária.
Os impactos devem ser significativos. A expectativa é reduzir em até 50% o tempo de deslocamento entre São Bento e Cujupe, além de integrar a região com a MA-106.
Isso também contribui para a formação de um corredor que conecta municípios importantes da região: São Bento, Bequimão, Alcântara, Peri-Mirim, Palmeirândia e Bacurituba.
Na prática, isso movimenta a economia local. O pequeno produtor passa a ter mais previsibilidade. O acesso a serviços melhora.
E se deslocar entre as cidades deixa de ser um problema constante. A Baixada Maranhense tem um papel estratégico para o estado, mas nem sempre recebeu a atenção necessária.
O que está sendo feito agora busca mudar essa ótica. No fim das contas, não estamos falando apenas de quilômetros de estrada. Estamos falando de mudança concreta na vida das pessoas. De uma nova relação entre o governo e a região – baseada menos em expectativa e mais em resultado, em entregas.
Hoje, os baixadeiros começam a enxergar uma nova perspectiva, construída a partir da escuta e da presença mais próxima que nossa gestão sempre fez questão de cultivar com todos os maranhenses.

*Governador do Maranhão

Categoria: Notícias

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