
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (18), na Câmara Municipal de São Luís, vereadores destacaram o Agosto Lilás e cobraram a implantação da Patrulha Maria da Penha na Guarda Municipal de São Luís. O co-vereador do Coletivo Nós (PT), Jhonatan Soares, lembrou que o programa foi anunciado pela Prefeitura há mais de um ano, mas ainda não foi implementado.
Segundo Jhonatan Soares, a Guarda Municipal conta com profissionais capacitados para atuar na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. “Todos os dias nós temos casos de violência doméstica na nossa cidade. Uma das respostas é a implementação da Patrulha Maria da Penha na Guarda Municipal”, afirmou o parlamentar, defendendo também a união dos vereadores em torno da pauta. Para ele, a implantação do serviço será uma conquista coletiva, tendo como principal beneficiária a população feminina de São Luís.
A vereadora Thay Evangelista (Republicanos), procuradora da Mulher da Câmara, apoiou a cobrança e destacou a importância da Patrulha Maria da Penha como instrumento de proteção e acolhimento às vítimas. “É um instrumento de proteção para as mulheres, de enfrentamento à violência que faz diferença. As mulheres se sentem mais seguras, atendidas e acolhidas”, declarou.
Thay Evangelista também anunciou a realização, nesta quinta-feira, do projeto “Condomínio Seguro para Elas”, a partir das 8h, no plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão. A iniciativa reunirá síndicos e colaboradores para orientar sobre como agir diante de casos de violência doméstica em condomínios.
A vereadora Flávia Berthier (PL) também manifestou apoio à pauta e ressaltou que o combate à violência contra a mulher é responsabilidade de toda a sociedade. “As mulheres são sim as mais vulneráveis. Nós temos um aumento significativo, em nível de Brasil, de mulheres que têm sofrido agressão, de mulheres que têm até mesmo perdido a vida. Então essa é uma luta de todos nós, é uma pauta de todas nós”, falou.
Agosto Lilás
O Agosto Lilás é uma campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A mobilização busca divulgar informações, incentivar denúncias e fortalecer políticas públicas de prevenção, proteção e acolhimento às vítimas, tendo como referência a Lei Maria da Penha.